13 de Julho - Dia Mundial do Rock
Tá, mais porque depois de tanto tempo estou escrevendo no Blog justo hoje?
Sinceramente não faço ideia. Não faço ideia de como um ritmo musical pode me fazer tão bem. Sou totalmente eclético, consigo me divertir em qualquer tipo de balada, ao som de qualquer tipo de ritmo. Mais não tem jeito, se tivesse que pender para algum gênero musical, seria o Rock n' Roll.
Não cresci numa família de roqueiros, não cresci com primos, primas e tios colecionadores dos vinis do Raul Seixas, tirava dos filmes do Elvis quando passava na TV e achava o cúmulo ver os astros do rock morrerem de forma tão precoce. Overdoses, suicídios, acidentes. É, talvez foi até bom eu não ter curtido rock quando criança.
Mais aí a gente cresce um pouco, e meio que se sente na obrigação de cantarolar o que todos os seus amigos cantam na rua, na escola, nas brincadeiras. Pra quem tem mais de 20 anos, os convido a se recordar de quantas vezes você ouvia "Mulher de Fases" no dia, ou de quanto em quanto tempo tocava as músicas carismáticas e cheias de harmonia do Red Hot Chili Peppers.
Chegou então uma hora em que eu não sabia bem ao certo o que era de verdade esse Rock n' Roll, que podia ser interpretado como rebeldia pela minha mãe, quando eu aumentava o volume do rádio no último e que ao mesmo tempo me deixava muito confuso.
Confuso, porque logo que terminava "Scar Tissue" do Red Hot, começava a tocar alguma música da Britney Spears, e eu desesperadamente tinha que abaixar o som, para que o vizinho não me achasse um homossexual adolescente.
A MTV, que era quem poderia dar um rumo e uma luz no caminho também não ficava atrás das rádios pop e fazia toda essa mistureba musical fazendo com que Oasis e Cristina Aguilera dividessem cinco apertados minutos de programação.
Mas conforme fui crescendo, aprendendo, entendendo e criando meu próprio gosto musical, percebi que tudo foi muito válido para que eu aprendesse do que gostar e do que desgostar na hora certa, como Green Day, Blink 182 e por aí vai.
Não me considero um grande estudioso e muito menos um grande entendido do Rock n' Roll, mais tenho total consciência do que é bom e do que não é bom, pelo menos para mim. Tenho muito o que conhecer e muita coisa para aprender, o rock tem uma história rica, cheia de personagens históricos e folclóricos, com algumas lendas que são vivas ainda hoje.
Como disse no começo, não gosto apenas de um estilo musical, acho inclusive que quem age dessa maneira, gostando só de uma coisa e ainda por cima criticando o gosto de outras, são pessoas com necessidade de auto-afirmação perante a sociedade, e usam esse cabresto por saberem que se gostarem só de um tipo de música, pelo menos em um grupo elas serão aceitas. É uma crítica que faço principalmente aos roqueiros, que em sua maioria agem dessa forma, tratando a preferência de outras pessoas com desdém, quando na verdade se vestem de preto e deixam o cabelo crescer pois sabem que serão admirados pelo menos por pessoas que também agem assim.
Na minha opinião, o ideal é conhecer um pouco de tudo. Tudo é cultura, tudo é bagagem. Quem vai decidir o que gosta ou não, é você mesmo. Não há injustiça maior do que deixar com quem outras pessoas decidam do que você deve gostar.
Frequentei muitos, mais muitos shows de rock na vida, desde a inesquecível época da Marta como prefeita, quando todo fim de semana rolava um show de graça, shows no Kazebre, noitadas no Madame Satã, enfrentava horas e horas de fila pra trocar um quilo de alimento por um ingresso dos Shows da Mix, ficava embaixo de chuva, comia pão dormido com mussarela, tomava pinga pura com ki-suco. Já me diverti de muitas formas, já fiz besteira de muitas formas. Mais meu estilo eu sempre tive. Nunca precisei usar uma correntinha na cintura pra mostrar o que eu curtia. Nunca precisei agredir, nem xingar alguém por não curtir o mesmo que eu. Curto muito, mais muito mesmo o rock n' roll, admiro o jeito das pessoas se vestirem, acho algumas coisas muito bonitas, mas não são pra mim. Prefiro ficar com a minha opinião. Prefiro ficar com a minha bagagem, com a cultura que adquiri ao longo de anos ouvindo coisas boas, coisas ruins, descobrindo bandas boas, bandas ruins.
Meio que no ritmo de um trabalho da faculdade, ou de um tema do crisma, tinha a intenção de falar um pouco sobre o rock nos dias de hoje. Prefiro deixar pra lá. Talvez não saiba me expressar e acabe transparecendo que sou uma pessoa igual as que critiquei acima. As informações hoje são facilmente acessadas, tudo está a um clique de ser descoberto. Então sei lá, joga no Google ou no YouTube: Van Halen, Deep Purple, Metallica, Dire Straits, Black Sabbath. Dá uma olhada lá. Ou então, melhor ainda, vai jogar um Guitar Hero, um Rock Band. Descobri muita coisa boa enquanto me divertia.
Se ainda assim você preferir o que ouve hoje em dia, legal, pelo menos é a sua preferência, os tempos também são outros e eu posso estar envelhecendo rápido demais. Mas, de qualquer jeito, fica a dica!
Live and Let Rock!
